Bebês e animais de estimação: dicas para um convívio possível e saudável

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Por: Joyce Trajano





A maioria dos lares brasileiros tem a presença de animais de estimação, sejam eles cachorros, gatos, pássaros, entre outros. Eles são a alegria da casa, são considerados como membros da família e, geralmente, tem livre acesso a todos os ambientes do lar.
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Entretanto, a chegada de um bebê pode provocar mudanças drásticas na vida do pet, principalmente em se tratando de cães. Eles são mais sensíveis às mudanças e sofrem muito com elas. Por isso, é importante preparar o animal para a chegada do novo integrante da trupe. Dessa maneira, será possível evitar transtornos no comportamento como: depressão, agressividade, mordidas, mastigar tudo o que encontrar pela frente e sujar a casa em locais inadequados para chamar a atenção dos donos.

O ideal é iniciar a adaptação no início da gravidez, pois o animal só perceberá a falta de carinho se ele se sentir completamente ignorado. Além disso, se as novas regras começarem logo o animal verá o bebê como mais um da matilha e não como algo que o ameaça.

Falar do bebê de maneira positiva quando o animal está por perto é fundamental para que ele possa perceber a energia que cerca a chegada deste pequeno “intruso” em seu mundo. Quando for arrumar o quarto do bebê, permita que seu cão acompanhe a organização; caso não queira que ele entre no quarto basta colocar um portãozinho e ensinar a nova regra, assim quando a criança chegar ele já estará acostumado a não invadir este espaço.

Organizar a nova rotina do animal também é fundamental para a adaptação, já que com o recém-nascido em casa tudo fica mais confuso. Estabelecer novos horários para a comida (ração - para manter seu pet sempre saudável), os passeios e brincadeiras são essenciais. Caso seja a mamãe a responsável por levar o cão ao passeio será de extrema importância designar o novo companheiro (a) de caminhadas para que ele possa se acostumar com a nova situação.

Quando o bebê nascer leve uma peça de roupa que ele tenha usado para que o cão possa identificar o cheiro do novo membro da família. Deixar alguma peça próxima a lugares como cama e vasilha de comida ou água faz com que o animal associe a criança a coisas prazerosas.



Colocar uma vasilha com petiscos perto da porta para que os convidados que venham visitar o bebê possam oferecer ao cachorro, fará com que ele diminua sua ansiedade e curiosidade em torno da movimentação. Também é muito importante oferecer uma “escapatória” para seu pet caso ele fique muito estressado com toda a agitação da casa; separe um cantinho silencioso e confortável para que ele saiba que tem um refúgio dentro do lar.

A saúde do pet não pode ser deixada de lado, vacinas em dia, vermifugação e higiene são fundamentais para o bem-estar do animal e de todos os integrantes da família. Evitar que o bebê tenha acesso ao banheiro do cãozinho também é importante, já que a criança ainda não está completamente imune ao ambiente.

Para aqueles que possuem gatos a situação fica um pouco mais fácil, pois eles são animais mais independentes. Mesmo assim, alguns cuidados são necessários para o bom andamento da casa, entre eles evitar o contato do gato com o berço e o trocador do bebê, para que não haja contaminação através do pelo do bichano.

Se tudo for feito de uma forma organizada e tranquila, o convívio do bebê com o animal só trará benefícios, principalmente, para a criança. Estudos comprovam que as crianças que mantém uma convivência com animais desde pequenas possuem menor probabilidade de apresentarem quadros alérgicos futuramente. Mas, isto é assunto para a próxima matéria.

O mais importante de tudo é lembrar que seu pet é um amigo que merece respeito e atenção. E a convivência harmônica entre ele e o bebê desenvolverá, na criança, o senso de companheirismo, responsabilidade e compaixão. Com certeza, você terá momentos inesquecíveis para guardar e lembrar.





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