Aleitamento Materno

Aleitamento

Por: Joyce Trajano



Mais do que uma necessidade um vínculo de amor entre mãe e filho.



O leite materno é a melhor alimentação que podemos oferecer aos bebês, pois nele encontramos as vitaminas e minerais necessários e na medida certa para os pequeninos.

O leite materno é um alimento completo. Ele supre todas as necessidades para o bebê crescer forte e saudável.

Além disso, o leite protege contra infecções respiratórias, diarreias, alergias, entre outras, e evita cerca de 10% das mortes de crianças com menos de cinco anos.

Vale ressaltar que não existe leite fraco, isto é uma crença equivocada. O que ocorre é que por ser de digestão mais fácil para o estômago, o bebê queira mamar mais vezes. E mais, o leite do início da mamada apresenta um aspecto mais ralo porque tem mais água, açúcar, menos gordura e mais fatores de proteção para a criança.

No primeiro mês é muito comum o bebê mamar mais vezes e ir diminuindo conforme cresce. É a criança quem determina a quantidade de mamadas e a duração das mesmas. Atenção apenas para o fato da criança fazer a “pega” de maneira errada, pois isto contribui para uma mamada mais longa.

O bebê dá sinais caso a quantidade de leite esteja sendo insuficiente, tais como: chorar muito, querer mamar muitas vezes e, principalmente, o número de vezes que urina ao dia é menor (o normal está entre seis a oito vezes), as evacuações são espaçadas, com fezes duras, secas e em pequenas quantidades.

Para a mulher a amamentação também apresenta vantagens. Ela diminui o sangramento da mãe após o parto, faz o útero voltar ao tamanho normal mais rápido; diminui as chances de anemia materna, de câncer de útero e ovários; em muitos casos serve como planejamento familiar, pois diminui a possibilidade de uma nova gravidez (desde que a mãe não tenha menstruado após o parto e a criança tenha menos de seis meses). Além disso, amamentar é a maneira mais barata de alimentar o bebê, pois evita gastos com mamadeiras, bicos, gás, água; não exige preparo e, o mais importante, está sempre na temperatura ideal para a criança.

É recomendado que a amamentação exclusiva (sem a oferta de outro tipo de alimentação) seja feita pelo menos por seis meses, período este em que a mamãe e o bebê vão desfrutar de um momento muito íntimo e agradável, estreitando ainda mais os laços afetivos e a cumplicidade entre os dois. Ambos emitem sinais que são decodificados, dando origem a comportamento de respostas contingentes e adequadas para o bom desenvolvimento afetivo, físico e social da criança. Amamentar é um ato de carinho.

A introdução na dieta do bebê de alimentos complementares e líquidos deve ocorrer a partir dos seis meses de idade, mas o aleitamento deve continuar como complementação até os dois anos de idade.

O ato de dar de marmar é natural, mas precisa ser aprendido para que possa ser realizado de maneira adequada. Existem técnicas e posições corretas para que mamãe e bebê fiquem confortáveis. Listamos abaixo algumas dicas que podem auxiliar no processo da amamentação:

1- Iniciar o aleitamento logo na primeira hora do nascimento;

2- Solicitar a ajuda dos profissionais da saúde ainda na maternidade para a obtenção da boa “pega”;

3- Se possível, expor os mamilos ao ar e ao sol por 10 a 15 minutos ao dia (sempre antes das 10h ou depois das 16h);

4- Aplicar compressa fria no intervalo das mamadas quando as mamas estiverem cheias e quentes;

5- Evitar lavar os mamilos muitas vezes ao dia para evitar o ressecamento da pele;

6- Usar o leite ordenhado para hidratar e lubrificar a aréola;

7- Somente usar cremes ou pomadas sob prescrição médica;

8- Iniciar a mamada pelo peito que terminou a mamada anterior;

9- Retirar o bebê do peito sempre colocando o dedo mindinho na boca do pequeno para que ele passe a sugar o dedo e, assim, solte o bico do seio sem feri-lo;

10- Buscar orientação médica ao menor sinal de dor durante o aleitamento para receber as devidas orientações.

No caso de dúvidas, o ideal é procurar a ajuda e a orientação da obstetra responsável, pois assim a mulher garante o sucesso do aleitamento e de sua própria recuperação pós-parto.

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